Actualmente o panorama dos negócios muda constantemente, empresas que pretendem ter uma longa jornada de sucesso devem se preparar para estas mudanças. Os benefícios são grandes para aquelas empresas que têm a capacidade e coragem de se adaptar aos tempos modernos. Foi com esta linha de pensamento que Angola Cables decidiu expandir as suas operações e cruzar os oceanos, plantando assim as suas sementes no Brasil, mais especificamente, em Fortaleza, na Praia do Futuro.
A Angola Cables é uma multinacional de telecomunicações fundada em 2009, que opera no mercado grossista, cujo core business é a comercialização de capacidade em circuitos internacionais de voz e dados, através de Sistemas de Cabo Submarino, em todo o Atlântico Sul e África. A Angola Cables é um dos maiores acionistas do WACS (West Africa Cable System), prestando serviços para operadores em Angola e na região subsaariana do continente africano, hoje é um dos principais fornecedores grossistas de IP da região.
Entre os seus principais projectos estão, o SACS (South Atlantic Cable System) e o Monet, cabos submarinos que irão interligar América do Norte, América do Sul e África, levando em consideração o crescimento de penetração na África.
Foi com essa visão que o “DC Fortaleza” foi criado, um projecto que visa aproximar a conectividade em grande escala para operações de data center, unificando os conceitos de conectividade com agregação e distribuição de Informação/Conteúdos.
O Data Center da Angola Cables em Fortaleza terá aproximadamente 3000 metros quadrados de construção com um design de Tier III, levando em consideração elementos como as condições climáticas da região, bem como os desenvolvimentos tecnológicos esperados para o Ceará.
O DC Fortaleza, será o primeiro data center conectado a dois cabos submarinos, o SACS que ligará Brasil a Angola (Africa ao Sul da América) com mais de 40 Tbps de capacidade; um sistema com mais de 6000 Km de distância e com investimento de mais de 130 MM de US, e o Monet que ligará Santos, Fortaleza e Miami com mais de 28Tbps de capacidade inicial, cabo submarino com investimento inicial de 170 MM e uma extensão de 10,500 Km.
Este grau de conectividade juntamente com esta infraestrutura altamente sofisticada, com PUE (1.6 estimado) permitirá que empresas de telecomunicação possam suprir todas as suas necessidades dentro de uma só infraestrutura.
Do ponto de vista da construção e geração de energia, o data center vem sendo planejado para operar com o mais alto grau de eficiência. A empresa acredita que o Ceará tem as condições ideais para aplicações de soluções “green” de energia renováveis.
A escolha do Brasil foi tomada levando em consideração o facto de o país ter uma ligação cultural e histórica com Angola, mas também por ser a maior economia da América do Sul. De acordo com estudos publicados estima-se que o mercado de data center atingirá um crescimento de 9,5% entre 2013 e 2018, o que resultará em um mercado com o valor aproximado de 2,8 bilhões de reais. “Dados mais recentes apontam que somente 10% de todos os serviços de Colocation/Data Center são subcontratados por entidades externas; 90% das empresas operadoras no Brasil têm operações de data center, algo que esperamos que mude, a medida que o mercado ganhe mais maturidade”, disse Fábio José, gestor de Produtos para Data Center & Conectividade da Angola Cables.
Outro indicador favorável, segundo o executivo, é que 90% dos data centers no Brasil se encontram no Sudeste e nas grandes cidades, o que cria uma oportunidade para criar condições de servir o mercado do Nordeste, região que tem desenvolvido capacidades na área das tecnologias da informação. O que se torna evidente em iniciativas como o Cinturão Digital do Ceará, parques tecnológicos, também o número crescente de cabos submarinos (6 ativos e 5 previstos).
“Para se adaptar, uma empresa deve ter as suas antenas sintonizadas com os sinais de mudança do ambiente externo, descodificá-las e agir rapidamente para refinar ou reinventar seu modelo de negócios e até mesmo remodelar o panorama da informação de sua indústria”, pontua Fábio José, destacando que foi assim que a Angola Cables, uma empresa voltada para a internet, decidiu se adaptar, fortalecendo suas operações de conectividade com serviços adicionais, mudando não só para suprir suas necessidades, mas também do meio onde se encontra.